FIM DA ESCALA 6X1: SETHBR APOIA AVANÇO PELA DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR
Em sintonia com as discussões nacionais, o SETHBR reafirma seu compromisso na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, visando saúde mental e convívio familiar para as categorias de Bauru e região.
O debate sobre o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga) ganhou força total neste mês de março. O Governo Federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência, declarou que “o Brasil está pronto para acabar com a escala 6×1”, sinalizando que a mudança é uma das prioridades legislativas para 2026.
Para o SETHBR:
A presidente do SETHBR, Maria Emiliana Eugênio Pinto, destaca que a modernização das relações de trabalho no Brasil é urgente. “Muitos dos nossos trabalhadores do setor de hospitalidade e limpeza urbana enfrentam jornadas exaustivas que mal permitem a recuperação física entre um turno e outro. Acabar com a escala 6×1 não é apenas uma questão econômica, é uma questão de dignidade humana”, afirma.
Essa é uma vitória histórica em construção. Nossas categorias — que incluem trabalhadores de asseio e conservação, condomínios, institutos de beleza, casas de diversões e turismo — são as que mais sofrem com a sobrecarga da escala atual, que limita o descanso e o tempo com a família.
O Brasil está pronto para essa transformação?
Muitos setores patronais questionam se a economia suportaria a mudança. No entanto, a análise do SETHBR e de especialistas em economia do trabalho é clara: o Brasil não só está pronto, como a mudança é urgente.
- Produtividade vs. Exaustão: Um trabalhador exausto produz menos e corre mais riscos de acidentes. Países que adotaram jornadas reduzidas (como a semana de 4 dias ou escalas 5×2) registraram aumento na produtividade e redução drástica no absenteísmo (faltas).
- Geração de Empregos: A reorganização das escalas pode estimular a abertura de novas vagas para cobrir os turnos de descanso, movimentando o mercado de trabalho formal.
- Justiça Social: O modelo 6×1 é uma herança de um passado industrial que não reflete mais a realidade tecnológica de 2026. Hoje, com a automação e novos processos, é possível produzir mais em menos tempo, e esse lucro deve ser revertido em tempo de vida para quem faz a riqueza acontecer: o trabalhador.
“A pergunta não é se as empresas conseguem se adaptar, mas sim quanto tempo mais o corpo e a mente do trabalhador brasileiro aguentam essa jornada extenuante. O Brasil está pronto para ser moderno na produção e humano na proteção”, pontua a diretoria do SETHBR.
O que muda na prática?
A proposta em discussão no Congresso Nacional, que conta com o apoio do governo e de movimentos sociais, prevê:
- Aumento do Descanso: Passar de um para dois dias de descanso semanal obrigatório.
- Redução da Carga Horária: Reduzir o limite de 44 horas para 36 horas semanais, de forma gradual, sem qualquer perda salarial.
- Saúde Mental: Combate direto ao Burnout e às doenças ocupacionais que hoje superlotam o sistema de saúde.
Mobilização Permanente
O SETHBR seguirá acompanhando de perto a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e de novos projetos de lei que aceleram esse processo. É fundamental que a categoria esteja unida e sindicalizada para garantir que, na transição para novos modelos de jornada, todos os direitos conquistados sejam preservados.
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